A maior parte das redes está concentrada nas grandes cidades, quem tem infraestrutura em regiões mais distantes nem sempre está disposto a ceder o acesso. Esta foi uma das constatações feitas pelo presidente da Claro, João Cox. Segundo ele, a empresa está com rede pronta em 300 municípios, mas não tem como oferecer 3G por não dispor de uma rede de transmissão, sem essa infraestrutura, não há como fazer a oferta de um serviço internet de qualidade.
Na prática, não é a primeira vez que o compartilhamento de rede ou a ausência dele vem à tona. O presidente da Vivo, Roberto Lima, há dois anos, também num Futurecom, sugeriu que as operadoras dividissem o custo da construção das redes para aumentar a rentabilidade do capital. Oriundo do mercado de cartão de crédito - segmento onde há esse acordo de infraestrutura -, ele não entendia o porquê de um acerto semelhante não ser fechado nas telecomunicações. A iniciativa, no entanto, nunca saiu do papel, ao contrário, as operadoras fixas Oi e GVT brigaram e foram à Justiça por conta do compartilhamento, o unbundling, e houve a intervenção da Anatel.
Se as operadoras móveis, principalmente, assumem que falta transmissão, não foi esquecida a Eletronet, personagem central do plano defendido pelo secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, e causadora de divergências públicas no governo - o ministro Hélio Costa não compareceu à solenidade de abertura do Futurecom pela primeira vez desde que assumiu o cargo no Governo Lula.
"Estamos negociando para resolver do melhor modo o nosso problema", disse. E foi além. Em um momento em que a transmissão ou a falta dela passa a ser alvo de debates, garantiu: "A Eletronet é um ativo pronto e talvez um dos últimos disponíveis no Brasil. Precisa ser melhor aproveitado", completou.
* matéria vinculada no site terra, sobre a cobertura da Futurecom.
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