Segundo Ruy Botessi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET), o tráfego de chamadas simultâneas aumentou consideravelmente, o que causou o congestionamento da rede, dificultando a comunicação:
“Em geral, esse horário não tem uma grande demanda, no entanto, com o apagão, houve um pico semelhante ao tráfego de dias de festas, como Ano Novo e Natal”.
O presidente da AET explicou que, como outros setores, as centrais telefônicas e Estações Rádio Base (ERBs) necessitam de energia elétrica para funcionar e também para estabelecer a comunicação com seus clientes, sem energia a estação “apaga” e o cliente deixa de ser visualizado por ela, o que impossibilita fazer e receber ligações em seu celular e explica:
“As centrais e ERBs acionam as baterias com autonomia de duas a quatro horas. Depois disso, as antenas só funcionam quando usam motores geradores a diesel, mesmo assim quando dispõem dessa alternativa”.
Em comunicado, a VIVO informou que “nas áreas afetadas, por exemplo, o serviço WAP dobrou seu tráfego em relação à média do horário, além disso, foi registrado um volume de 30% superior no número de download de conteúdos de entretenimento. O serviço SMS também apresentou um crescimento de cerca de 30% durante o apagão".
"Com isso, alguns clientes podem ter sido impactados com congestionamento para efetuar e receber chamadas, porém, os serviços da VIVO estiveram operando durante todo o tempo”, afirmou a operadora, em nota.

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